SEGURANÇA – DESPESA OU INVESTIMENTO?

Autor: Alex Rezende

 Analista de Segurança Empresarial, Consultor e Palestrante em Gerenciamento de Riscos / Segurança Patrimonial, Graduado em Gestão de Segurança Privada e Pós Graduado em Gestão de Pessoas.

 É fato que ao longo dos anos, a Segurança tornou-se tão importante quanto era nos primórdios da humanidade, isso em todas as esferas: Eletrônica, Privada ou Pública. Importante ressaltar que a Segurança sempre existiu, e sempre com a mesma finalidade: Proteger pessoas, bens e patrimônios.

É fato também que para se ter segurança é preciso pagar, mas até que ponto esse custo é investimento ou despesa? Tudo depende da forma, como e porque o dinheiro é investido, primeiro é preciso entender qual a necessidade de aumentar e melhorar o nível de segurança, e que tipos de instrumentos serão utilizados para isso, o quanto isso ajudará e em quanto tempo em média isso seria depreciado. Não adianta gastar uma quantia exorbitante com algo que não agregará valor ou tem um baixo índice de aprovação e resultado. Por exemplo, um cidadão tem um veículo com os pneus em péssimo estado de conservação tem duas opções, trafegar ou não com o veículo, se ele trafegar com o veículo com os pneus ruins, poderá ser parado numa blitz policial e ser multado, sofrer um acidente, etc; Ou seja, sua segurança está em jogo e a exposição ao risco muito maior. Quando ele resolve comprar pneus novos, ele tem inicialmente uma despesa que vai lhe proporcionar mais segurança e minimizar sua exposição ao risco, portanto o que era despesa no inicio torna-se investimento, pois o custo gerado agregou valor; Porém se ele resolvesse comprar pneus usados que estivessem num estado um pouco melhor que os atuais, estaria comprando a sensação de segurança, mas o custo não gerou valor agregado, então nesse caso é apenas despesa, pois em um curto período de tempo, será necessário uma nova aquisição.

Infelizmente muitas empresas, sejam de pequeno, médio ou grande porte, inclusive muitos condomínios, ainda enxergam a segurança como despesa, e por isso resolvem “comprar pneus usados” ao invés de investir em “pneus novos” e garantir a segurança de pessoas, bens e do patrimônio de forma adequada.

Mas também temos muitas empresas e condomínios que já notaram que é necessário ter uma segurança ideal, por isso, entendem a segurança como investimento, o resultado é explicito. Investindo em segurança, melhora-se a condição de trabalho, protegem-se pessoas, bens e patrimônios, diminui-se gradativamente a exposição aos riscos, diminui-se valor de prêmio de seguro, caso haja, e causa a sensação real de segurança, em outras palavras, Segurança é um investimento que traz tranquilidade.

Temos de ressaltar também que não e tão fácil quanto parece, para investir no correto, faz- se necessário um estudo inicial, um Relatório de Vulnerabilidades, vinculado a uma Análise de Risco Robusta que tem a finalidade de identificar quais os principais riscos que a organização está exposta é primordial para saber onde, como e quanto gastar, não dá para ser no “achismo”, definitivamente isso seria “comprar pneus usados”.

Para que uma organização chegue ao status de enxergar a Segurança como investimento e não como despesa, um dos pontos cruciais é a mudança da Cultura Organizacional, ou seja, todos os envolvidos devem ter a ciência do quão importante é a Segurança, bem como os resultados que trará a curto, médio e longo prazo. Grandes organizações já possuem seu próprio departamento de Segurança Patrimonial / Gerenciamento de Riscos, e já entenderam que é um departamento tão importante como qualquer outro, que necessita de investimentos, de treinamentos e atualizações constantes. Isso faz toda a diferença.

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