Imagens mostram roubo de carga de caminhão no Chapadão, no Rio

O Globocop flagrou, na manhã desta segunda-feira (20), um grupo de pessoas saqueando um caminhão na Estrada do Camboatá, na região do Complexo do Chapadão, na Zona Norte do Rio.

Muitas pessoas estavam levando caixas de doces e chocolates do veículo e, quando viram a aproximação do helicóptero, saíram correndo. Outros continuaram a retirar a carga com o rosto coberto.

O caminhão era da empresa Pietrobom, do Rio Grande do Sul, que informou que o veículo foi roubado pouco depois das 7h. O motorista contou à empresa que foi rendido por um carro com criminosos armados e obrigado a dirigir até o local onde parte da carga foi descarregada.

O motorista e o ajudante foram levados até uma padaria próxima a esse local, enquanto a carga era retirada. Segundo a empresa, o caminhão levava quase 800 caixas de balas, cerca de 10 mil quilos de mercadoria, para entrega no Rio de Janeiro.

A empresa soube do roubo por meio da divulgação das imagens na TV. Imediatamente acionou os sistemas de segurança, que travaram o caminhão.

O motorista e o ajudante foram resgatados sem ferimentos e levados para a delegacia. Segundo a empresa, 40% da carga foi recuperada.

Por meio de uma rede social, a PM informou que estava fazendo uma operação no Conjunto de Favelas do Chapadão.

Roubo a cada hora e meia
O Chapadão tem uma das mais altas estatísticas de roubo de cargas no Rio de Janeiro. Com o aumento dos números de roubos de carga, o valor do prejuízo acaba chegando aos consumidores.

De acordo com um levantamento da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), uma carga é roubada a cada hora e meia no RJ. Essa é a média de roubos dos últimos cinco anos. Os dados usados como base para o estudo são oficiais, divulgados pelo Instituto de Segurança Pública (ISP).

Fonte:  GLOBO  –  ASSISTA

Os casos de roubo de cargas triplicaram no Estado do Rio de Janeiro desde 2011. Em 2016, foram registrados mais de 9.862 mil casos.

“As seguradoras não querem mais fazer contato com as transportadoras. Isso causa um problema. Porque o transportador vai ter que arcar com o prejuízo, e quem vai pagar essa conta é o consumidor final”, afirmou Venâncio Alves de Moura, diretor de segurança do Sindicargas.

A violência tem um impacto econômico. De acordo com as empresas do setor de transportes, o prejuízo registrado superou R$ 600 milhões no ano passado. Isso aumenta as despesas com equipamentos de segurança e rastreamento, por exemplo. Quem paga a conta final é o consumidor, que terá que pagar por um produto mais caro, já que estes custos são repassados.

“Um exemplo claro seria um fogão. Se você tem um fogão pra chegar na loja custando R$ 1 mil, esse custo extra chega custando R$ 1,235 mil. Isso afeta tudo. Não só fogão. Arroz, feijão, celular. O Estado também perde o tributo daquelas vendas”, disse Riley Rodrigues, economista da Firjan.

Em 2016, a maior parte dos casos foi registrada em bairros da Zona Norte da cidade e em municípios da Baixada Fluminense. Os sindicatos e as indústrias cobram mais ação da polícia. Eles pedem mais patrulhamento nas estradas e avenidas, além de reforço nas investigações sobre o assunto.

A violência tem um impacto econômico. De acordo com as empresas do setor de transportes, o prejuízo registrado superou R$ 600 milhões no ano passado. Isso aumenta as despesas com equipamentos de segurança e rastreamento, por exemplo.

Fonte: http://g1.globo.com/rio-de-janeiro/noticia/imagens-mostram-mercadoria-sendo-retirada-de-caminhao-no-chapadao-no-rio.ghtml

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